
Maria Bonita
Raimundos
Força feminina e cultura nordestina em “Maria Bonita”
A música “Maria Bonita”, dos Raimundos, destaca a força e a irreverência feminina ao trazer para o centro a figura histórica de Maria Bonita, conhecida por sua coragem e protagonismo ao lado de Lampião no cangaço. O título e versos como “Chega aí, Maria Bonita / Que eu sou o Rei do Cangaço” conectam a canção à cultura nordestina e à imagem de uma mulher destemida, que desafia padrões e não se submete facilmente. O verso “Hoje em dia, quem diria / O poste mija é no cachorro” inverte um ditado popular para mostrar a mudança dos papéis tradicionais, sugerindo que as mulheres estão assumindo posições de liderança e autonomia, algo celebrado pela banda como um avanço social.
A letra mistura humor, sensualidade e orgulho, com frases como “Arranca a tampa do cabaço” e “Mulher que tá querendo / É no motel ou lá no mato”, reforçando o tom descontraído e direto típico dos Raimundos. Ao mesmo tempo, a música homenageia mulheres inteligentes e fortes, como os próprios autores já afirmaram, e sugere que os homens precisam ser dignos dessas companheiras. A repetição de “Fiz um Sol só pra você / De noite brilha aqui / De frente para o mar / Sorrindo toda pra mim” traz uma imagem de devoção e admiração, equilibrando irreverência com reconhecimento sincero do valor feminino. A fusão do hardcore com influências nordestinas reforça a identidade da banda e celebra tanto a mulher forte quanto a cultura popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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