
D.D.I. (Versão Censurada)
Raul Seixas
Crítica social e ironia em "D.D.I. (Versão Censurada)" de Raul Seixas
Em "D.D.I. (Versão Censurada)", Raul Seixas utiliza a ironia ao imaginar Deus precisando de uma ligação telefônica para se comunicar com a humanidade. Esse recurso aproxima a crítica do cotidiano das pessoas e reforça o tom de deboche diante de temas sérios. O verso “O diabo disse que vai baixar de uma vez por aí” sugere que, diante do caos causado pelos próprios humanos, nem o diabo precisa mais agir, pois a autodestruição já está em curso.
O contexto da censura durante a ditadura militar brasileira é essencial para entender a força da música. Ao retratar Deus insatisfeito com a destruição da Terra e a "anarquização" de sua reputação, Raul critica a hipocrisia social e a ganância humana, como no trecho “tem gente aí metendo a mão...”, uma referência clara à corrupção e à desigualdade. A ironia sobre a exploração da Lua aponta para o desejo humano de sempre buscar mais, mesmo sem cuidar do que já possui. O aviso final, “pode ser um trote do diabo que já desceu”, reforça a desconfiança e a inversão de valores, sugerindo que o mal já está presente, muitas vezes disfarçado de autoridade. Mesmo censurada, a música mantém seu tom crítico e irônico, expondo as contradições da sociedade e a criatividade de Raul diante das limitações impostas pelo regime.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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