
Cavalos Calados
Raul Seixas
Força contida e melancolia em "Cavalos Calados" de Raul Seixas
Em "Cavalos Calados", Raul Seixas utiliza a imagem marcante de "Meu corpo tem dois mil e tantos cavalos calados" para expressar uma sensação de energia reprimida e potencial não realizado. Essa metáfora dos "cavalos calados" representa uma força interna intensa, mas silenciada, refletindo o momento de isolamento e introspecção vivido pelo artista no final dos anos 1980. Nesse período, Raul enfrentava dificuldades pessoais e profissionais, o que contribuiu para um sentimento de estagnação e invisibilidade.
A letra da música cria um clima sombrio ao abordar temas como morte, isolamento e perda de voz, tanto no sentido literal quanto simbólico. Versos como "a minha morte aparente" e "minha garganta sem voz" reforçam a ideia de apagamento e de não pertencimento. As referências a objetos do cotidiano, como "camisa rasgada", "óleo diesel" e "durex já não cola", acentuam o desgaste emocional e a precariedade vivida pelo artista. O trecho "acordo semi-lúcido, entre a morte e a morte" evidencia um estado de torpor, em que Raul se sente preso entre o esquecimento público e a morte simbólica de sua criatividade. Todo esse contexto de desafios pessoais e depressão se reflete na atmosfera de resignação e melancolia que permeia a música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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