
Canto Para a Minha Morte
Raul Seixas
Reflexão existencial e ciclo da vida em “Canto Para a Minha Morte”
Em “Canto Para a Minha Morte”, Raul Seixas aborda a morte como uma presença constante e inevitável, que dá sentido à existência. Inspirado por ideias existencialistas, especialmente as de Albert Camus, Raul transforma a morte em uma figura próxima, que "caminha ao meu lado" e cuja chegada é incerta, mas garantida. O verso “eu te detesto e amo morte, morte, morte, que talvez seja o segredo desta vida” expressa a relação ambígua do artista com a morte: ao mesmo tempo em que ela é temida, também é reconhecida como parte essencial do ciclo da vida.
A letra revela a ansiedade diante do desconhecido ao questionar “com que rosto ela virá?” e ao listar formas banais e trágicas de morrer, como “um escorregão idiota num dia de Sol” ou “o câncer já espalhado e ainda escondido”. Essa incerteza reforça a ideia de que a consciência da morte é um chamado para valorizar a vida, levando Raul a dar importância a cada momento e despedida. O desejo de que suas cinzas “alimentem a erva, e que a erva alimente outro homem como eu” mostra uma visão de continuidade, em que a morte representa transformação, não ruptura. A escolha do tango, com sua melancolia, intensifica o tom reflexivo da música, tornando “Canto Para a Minha Morte” uma reflexão clara e sensível sobre o fim e o legado de cada pessoa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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