
Check-Up (Versão Censurada)
Raul Seixas
Crítica à medicalização e escapismo em “Check-Up (Versão Censurada)”
Em “Check-Up (Versão Censurada)”, Raul Seixas faz uma crítica direta ao uso de medicamentos controlados, como Diempax, Valium 10 e Triptanol 25, o que levou à censura da música. Ao mencionar esses remédios, Raul expõe não só a dependência química, mas também questiona a tendência da sociedade de medicalizar problemas cotidianos. Esse tema ganha ainda mais força quando lembramos do contexto de repressão política da época, sugerindo que o uso dessas substâncias pode ser tanto uma fuga literal quanto simbólica da realidade opressora.
As referências a “Alice no País das Maravilhas” e “Laranja Mecânica” reforçam o tom surreal da música, mostrando como a busca por sentido ou tranquilidade pode levar a estados alterados de consciência, seja por meio da arte ou de substâncias químicas. Quando Raul diz “plantei a casca na minha cabeça”, ele brinca com a ideia de internalizar essas experiências, misturando fantasia e realidade. O refrão “E a chuva promete não deixar vestígio” funciona como metáfora para o desejo de apagar rastros e esquecer dores, sugerindo uma limpeza ilusória proporcionada pelos remédios ou pelo escapismo. Com sua ironia característica, Raul transforma um tema delicado em uma reflexão sobre as formas de lidar com a opressão e o desconforto do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Raul Seixas e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: