
Sessão das 10
Raul Seixas
Ironia e crítica aos clichês em “Sessão das 10” de Raul Seixas
Em “Sessão das 10”, Raul Seixas utiliza a ironia para desconstruir o clichê do romance de cinema. A música começa com a ideia de um encontro inocente em uma sessão de filme, mas logo transforma essa situação em uma história de traição e desilusão. O verso “Foi tamanho o desengano que o cinema incendiou” funciona como uma metáfora clara para o colapso emocional do personagem. O cinema, que simboliza sonhos e romance, se torna o cenário da destruição, queimando junto com as expectativas frustradas do protagonista.
O contexto do álbum reforça esse tom de paródia, já que Raul Seixas e Edy Star satirizam os antigos cantores de vozerão, como Orlando Silva e Nelson Gonçalves. Edy Star exagera o drama na interpretação, destacando o contraste entre a ingenuidade do personagem e a dureza da realidade. A letra narra a trajetória de alguém que chega “inocente, puro e besta” à cidade grande, se apaixona, é manipulado e depois descartado. O refrão repetitivo reforça o sofrimento prolongado e a sensação de ter sido enganado. Ao unir ironia, crítica social e referências à cultura popular, Raul transforma uma tragédia pessoal em uma reflexão bem-humorada sobre os clichês românticos e a própria sociedade da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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