
Senhora Dona Persona (Pesadelo Mitológico nº 3)
Raul Seixas
Conflitos pessoais e legado em "Senhora Dona Persona"
Em "Senhora Dona Persona (Pesadelo Mitológico nº 3)", Raul Seixas utiliza a imagem de uma entidade que "gosta de comer nossos bebês" para criar uma metáfora poderosa sobre perdas e traumas. Essa figura remete à Shtriga, uma bruxa do folclore albanês conhecida por sugar a energia vital de crianças, simbolizando aqui a sensação de ter algo precioso arrancado. No contexto da vida de Raul, a "Senhora Dona Persona" representa sua própria persona pública, uma força que trouxe fama, mas também exigiu sacrifícios pessoais, como o afastamento de suas filhas. O refrão "Não tire mais um filho de mim" expressa o desejo de preservar laços afetivos diante das pressões da exposição pública.
A letra adota um tom irônico e desafiador, especialmente quando Raul questiona a autoridade dessa entidade: "Qualé, tá pensando que é Deus?". Ele se recusa a se submeter totalmente à persona que criou, afirmando sua autonomia nos versos "Eu tô fazendo o meu caminho / E não peço que me sigam / Cada um faz o que pode". Por fim, ao dizer "Os homens passam, as músicas ficam", Raul reconhece a transitoriedade da vida e a permanência da arte, mostrando que, apesar das perdas e conflitos, seu legado artístico permanece.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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