
S.O.S.
Raul Seixas
Crítica social e desejo de liberdade em “S.O.S.” de Raul Seixas
A música “S.O.S.”, de Raul Seixas, utiliza ironia e reflexão para abordar o incômodo diante da rotina e a sensação de alienação na sociedade. O pedido para ser levado por um “disco voador” vai além de uma simples fantasia: simboliza o desejo de escapar da mesmice e buscar algo maior. Nos versos “Hoje é domingo / Missa e praia / Céu de anil / Tem sangue no jornal”, Raul contrapõe a tranquilidade aparente do domingo com a violência e a indiferença social, mostrando que, mesmo em meio à normalidade, há problemas graves sendo ignorados, como as “formigas que trafegam sem porquê”.
A letra também traz referências históricas e existenciais, como em “Já fui macaco / Em domingos glaciais / Atlantas colossais / Que eu não soube / Como utilizar”, sugerindo uma reflexão sobre a evolução humana e as oportunidades perdidas de crescimento. O tom irônico aparece quando Raul menciona ter rezado para “totens e Jesus” sem nunca olhar para o céu, criticando a busca por respostas em caminhos tradicionais enquanto se ignora novas possibilidades. A sonoridade country, marcada pela pedal steel guitar, e o tossido mantido na gravação reforçam a autenticidade e o espírito livre de Raul Seixas, alinhando-se ao desejo de romper padrões e buscar sentido além do óbvio, representado pelas “tantas estrelas por aí”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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