
Cãimbra No Pé
Raul Seixas
Crítica social e ironia em "Cãimbra No Pé" de Raul Seixas
Em "Cãimbra No Pé", Raul Seixas utiliza humor ácido e sarcasmo para abordar temas como a violência, a corrupção e a hipocrisia presentes no Brasil. Logo no início, o verso “Saiba esperto ou burro, você vai morrer aqui” deixa claro o tom fatalista e irônico da música, mostrando que, independentemente das escolhas, todos estão sujeitos aos mesmos perigos e limitações do país. A letra faz um retrato crítico da sociedade, expondo a falta de solidariedade e a cultura do individualismo, especialmente na metáfora “negro chupa sangue do pescoço”, que representa pessoas oportunistas prontas para explorar qualquer descuido dos outros.
A música também destaca o contraste entre moralismo religioso e práticas questionáveis, como jogos de azar, ao citar “igrejas e cassinos” e “discursos tão cretinos”. Raul ironiza ao afirmar “são todos gente finíssima”, sugerindo que, apesar das aparências, o ambiente é marcado por desconfiança e cinismo. Ao dizer “Não quero ser treinado como um Doberman do sistema”, Raul e Marcelo Nova rejeitam a ideia de submissão às regras impostas, reforçando o espírito de rebeldia. O verso final, “Nós gritamos um pouco, quebramos algumas vidraças, mas tudo bem...”, mostra que, apesar das pequenas revoltas, a resignação acaba prevalecendo. O contexto do álbum, fruto da parceria entre Raul e Marcelo Nova e do momento delicado vivido por Raul, intensifica o tom crítico e desencantado da faixa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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