
Êta Vida
Raul Seixas
Crítica à rotina urbana e alienação em “Êta Vida”
Em “Êta Vida”, Raul Seixas faz uma crítica bem-humorada e irônica ao cotidiano do Rio de Janeiro nos anos 1970. Ele cita símbolos marcantes da cidade, como o Maracanã e Ipanema, além da forte presença da televisão, mas sempre com um tom que mistura admiração e cansaço. O contexto do álbum, conhecido pela postura anárquica e experimental de Raul, reforça essa visão crítica sobre a alienação e o conformismo presentes na vida urbana. O artista usa leveza e humor para mostrar seu incômodo com a rotina e a superficialidade do dia a dia carioca.
A repetição dos versos “Mas não era o que eu queria / O que eu queria mesmo era me mandar!” deixa claro o desejo de escapar dessa realidade, rompendo com a felicidade artificial vendida pela cidade e pela mídia. Quando Raul canta “Na televisão à noite / Tem cultura e carnaval / Tem garota propaganda / Num biquine que é demais...”, ele ironiza a ideia de que entretenimento e sensualidade são suficientes para satisfazer as pessoas, enquanto o verdadeiro desejo é por autenticidade e paz. O refrão “Mas Êta Vida danada! / Eu não entendo mais nada / É que esta vida virada / Eu quero ver...” resume o sentimento de confusão e desajuste diante de uma sociedade que parece oferecer tudo, mas não entrega o essencial. Assim, a música usa um tom leve para questionar o vazio e a alienação do cotidiano urbano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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