
Areia da Ampulheta
Raul Seixas
Reflexão sobre tempo e identidade em “Areia da Ampulheta”
Em “Areia da Ampulheta”, Raul Seixas utiliza a imagem da areia caindo para expressar sua percepção sobre a passagem do tempo e a sensação de impotência diante da vida. Ao se definir como “a areia da ampulheta”, ele mostra consciência de que tudo é passageiro, inclusive as dores, alegrias e as diferentes identidades que assume ao longo da música. Essa metáfora central reforça a ideia de que a existência é efêmera e que todos estamos sujeitos ao fluxo inevitável do tempo.
Raul também explora suas próprias contradições e as de pessoas marginalizadas, ao se descrever como “o lado mais leve da balança”, “o ignorante cultivado” e “o cão raivoso inconsciente”. Esses versos revelam sua identificação com os excluídos, como o “pivete encurralado” e o “cachaceiro mal amado”, mostrando que ele se vê como parte de um grupo que não se encaixa nos padrões sociais. A repetição de “Eu sou a areia da ampulheta” reforça a ideia de que todos compartilham essa condição de transitoriedade e desajuste.
No final, ao dizer “Eu sou, eu sou você”, Raul amplia a reflexão e convida o ouvinte a reconhecer em si mesmo essas fragilidades e incertezas. A canção se torna um espelho coletivo, misturando melancolia, introspecção e crítica social, e mostra a habilidade de Raul Seixas em transformar sentimentos universais em imagens simples e marcantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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