
Cachorro Urubu
Raul Seixas
Resistência e crítica social em “Cachorro Urubu” de Raul Seixas
Em “Cachorro Urubu”, Raul Seixas e Paulo Coelho constroem uma identidade de resistência e marginalidade ao se inspirarem em Crow Dog, líder Sioux que enfrentou a opressão do governo americano. A frase “Eu sou índio Sioux, eu sou cachorro urubu, em guerra com Zéu!” destaca essa postura, usando a figura do índio e do cachorro urubu como símbolos de quem vive à margem e desafia o poder. O trocadilho “em guerra com Zéu” faz referência velada aos Estados Unidos (EUA), reforçando o tom de enfrentamento e crítica aos sistemas opressores, enquanto “o que houve na França vai mudar nossa dança” remete aos protestos de maio de 1968, sugerindo que movimentos revolucionários internacionais influenciam o contexto brasileiro dos anos 1970.
A letra também aborda o sentimento de alienação e cansaço diante da rotina, como em “essa estrada é comprida, ela não tem saída”, que expressa a sensação de estagnação e falta de perspectivas. O verso “todo jornal que eu leio me diz que a gente já era, que já não é mais primavera” ironiza o pessimismo da mídia e a ideia de que o tempo de mudanças acabou. Raul responde com “a gente ainda nem começou”, transmitindo esperança e inconformismo. O tom irônico e os jogos de palavras, usados para driblar a censura, fazem de “Cachorro Urubu” uma crítica social afiada e um convite à resistência e à transformação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Raul Seixas e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: