
Canto Para a Minha Morte
Raul Seixas
Reflexão sobre a morte e o ciclo da vida em “Canto Para a Minha Morte”
Em “Canto Para a Minha Morte”, Raul Seixas, em parceria com Paulo Coelho, aborda a morte como uma presença constante e inevitável, mas também como um mistério que provoca fascínio e medo. A influência do tango, especialmente de “Balada para un loco” de Piazzolla, aparece tanto na melodia quanto no tom dramático e existencialista da letra, que dialoga com ideias de Albert Camus sobre a morte como um chamado à valorização da vida.
A letra destaca a consciência da finitude humana em detalhes do cotidiano, como na frase “a rua que não tornará a ouvir o som dos meus passos” e na menção à revista guardada que nunca mais será aberta, simbolizando memórias e experiências que se perdem com o tempo. O verso “A morte, surda, caminha ao meu lado / E eu não sei em que esquina ela vai me beijar” personifica a morte como uma companheira silenciosa, sempre à espreita, e o verbo “beijar” sugere tanto um fim quanto uma transição. A repetição de “Vou te encontrar vestida de cetim” e “Eu te detesto e amo morte” reforça a relação ambígua com a morte: ela é rejeitada e aceita ao mesmo tempo, vista como um segredo essencial da existência. O desejo de que “minhas cinzas alimentem a erva / E que a erva alimente outro homem como eu” revela uma visão cíclica da vida, em que a morte é parte de um processo contínuo de transformação. Assim, a música convida à reflexão sobre o valor da vida diante de sua transitoriedade, equilibrando inquietação, aceitação e contemplação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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