
Mosca Na Sopa
Raul Seixas
Rebeldia e crítica social em “Mosca Na Sopa” de Raul Seixas
Em “Mosca Na Sopa”, Raul Seixas utiliza a figura da mosca como símbolo de incômodo e resistência. Ao repetir versos como “Eu sou a mosca que pousou em sua sopa” e “Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar”, Raul se coloca como alguém que desafia a ordem e incomoda quem prefere a rotina e o conformismo. A sopa, nesse contexto, representa a vida monótona e previsível, enquanto a mosca é o elemento que perturba e questiona o status quo, trazendo desconforto e provocação.
O trecho “E não adianta vir me dedetizar / Pois nem o DDT pode assim me exterminar / Porque você mata uma e vem outra em meu lugar” amplia a metáfora, mostrando que ideias contestadoras não podem ser facilmente eliminadas. Mesmo diante da repressão, sempre surgirão novas vozes de resistência. A música foi alvo da censura durante a ditadura militar, que a considerou “estúpida” e de “mau gosto”, sem perceber sua crítica social. Raul usou o humor e a irreverência para mascarar sua mensagem, tornando a canção um manifesto contra a apatia. Elementos do candomblé e a presença de vozes femininas, possivelmente de um terreiro de umbanda, reforçam a mistura cultural e o desafio às normas, consolidando “Mosca Na Sopa” como um símbolo de resistência e contestação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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