
Rock do Diabo
Raul Seixas
Provocação e liberdade em “Rock do Diabo” de Raul Seixas
Em “Rock do Diabo”, Raul Seixas, em parceria com Paulo Coelho, faz uma provocação direta aos valores tradicionais ao afirmar: “O diabo é o pai do rock”. A música utiliza o diabo como símbolo de rebeldia, liberdade criativa e recusa ao conformismo, características centrais do espírito do rock. Essa escolha dialoga com o misticismo de Aleister Crowley, referência importante para Raul, que defendia a liberdade individual acima das convenções sociais. Aqui, o diabo não representa o mal absoluto, mas sim um arquétipo de ousadia e instinto, alguém que incentiva a romper regras e buscar novas experiências.
A letra também brinca com referências culturais e faz críticas bem-humoradas, como na frase: “Enquanto Freud explica as coisas, o diabo fica dando os toque”. Raul ironiza a racionalização excessiva da psicanálise, sugerindo que a vida vai além da análise lógica e inclui desejo, impulso e intuição – elementos tradicionalmente ligados ao diabo. No trecho “Existem dois diabos / Só que um parou na pista / Um deles é do toque / O outro é aquele do exorcista”, a música diferencia o diabo provocador, que estimula a criatividade, daquele demonizado pela cultura popular, como no filme “O Exorcista”. Com humor e irreverência, Raul questiona normas morais e sociais, defendendo a liberdade artística e uma vida mais autêntica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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