
Só Pra Variar
Raul Seixas
Crítica política e irreverência em “Só Pra Variar” de Raul Seixas
Em “Só Pra Variar”, Raul Seixas utiliza o humor e a ironia para criticar o regime militar brasileiro, driblando a censura com criatividade. O uso da palavra “dentadura” como código para “ditadura” mostra a habilidade de Raul em transformar um objeto cotidiano em símbolo de repressão. No trecho “Vou jogar no lixo a dentadura, neném / Vou ficar banguelo numa boa / É que eu vou fundar mais um partido também”, ele sugere o desejo de se livrar da opressão e a vontade de criar novas alternativas políticas, mesmo sabendo dos riscos envolvidos na época.
A repetição de “Vou rasgar dinheiro, tacar fogo nele, só pra variar” traz um duplo sentido: além de ironizar o apego ao dinheiro, expressa uma postura de rebeldia e provocação diante das normas sociais. Raul também recorre a situações absurdas e bem-humoradas, como “comer três quilos de cebola” antes de se confessar ou “levar um lero com o diabo” antes que o inferno fique cheio, para mostrar sua recusa em seguir padrões e sua disposição para desafiar o status quo. O tom irreverente e sarcástico da letra, aliado ao contexto de repressão política, transforma “Só Pra Variar” em uma crítica social disfarçada de brincadeira, onde cada metáfora reforça a mensagem de resistência e liberdade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Raul Seixas e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: