
Anarkilópolis (Cowboy Fora Da Lei, parte. 2)
Raul Seixas
Crítica social e ironia em “Anarkilópolis (Cowboy Fora Da Lei, parte. 2)”
Em “Anarkilópolis (Cowboy Fora Da Lei, parte. 2)”, Raul Seixas cria uma cidade fictícia cujo nome mistura “anarquia” com o sufixo típico de cidades brasileiras, já indicando o tom irônico e crítico da música. A ambientação lembra um faroeste, mas serve como metáfora para o Brasil dos anos 1980, especialmente ao abordar temas como desilusão política e social. O convite para a festa de emancipação da cidade, que logo se mostra dominada por bandidos, ironiza a ideia de liberdade e autonomia, sugerindo que a “emancipação” pode ser apenas uma troca de opressores, sem mudanças reais para o povo.
O protagonista, que se apresenta como “cowboy fora da lei”, rejeita o papel de herói tradicional: “Eu não sou besta pra tirar onda de herói / Sou vacinado, eu sou cowboy / Cowboy fora da lei”. Essa postura reflete o desencanto com líderes messiânicos e a descrença em soluções fáceis para problemas complexos. Ao afirmar que “Durango Kid só existe no gibi”, Raul critica a idealização de justiceiros e mostra que, na vida real, não há espaço para salvadores solitários. O humor aparece em situações absurdas, como o “silver-jegue”, e nas falas debochadas, mas sempre com um fundo de crítica social. No fim, a música faz uma sátira à passividade e à busca individual por liberdade em meio ao caos coletivo, mostrando que, mesmo em um cenário de aparente emancipação, a cidade continua refém de novos tiranos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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