
Metrô Linha 743
Raul Seixas
Ditadura e paranoia em “Metrô Linha 743” de Raul Seixas
Em “Metrô Linha 743”, Raul Seixas usa o cotidiano para retratar o clima de medo e vigilância da ditadura militar brasileira, especialmente em 1974, ano citado no título. O personagem principal evita até dividir um cigarro, temendo ser visto como suspeito, o que mostra como a repressão política afetava até os gestos mais simples. A frase “O prato mais caro do melhor banquete é o que se come cabeça de gente que pensa” deixa clara a crítica: pensar livremente era perigoso, e os “canibais de cabeça” representam os agentes do regime, que perseguiam quem ousava questionar ou refletir.
A música ganha um tom ainda mais sombrio e irônico quando policiais armados abordam o protagonista, não pedindo documentos, mas sim querendo saber “o que você estava pensando”. Isso reforça a ideia de que, naquele contexto, o verdadeiro crime era pensar diferente. A imagem da cabeça separada do corpo, servida como “um cérebro vivo à vinagrete”, intensifica a metáfora da perseguição intelectual. A atmosfera de suspense, inspirada em Hitchcock e presente na estética do álbum, reforça a sensação de ameaça constante. O lançamento em 1984 também faz referência à obra de George Orwell, ampliando a crítica ao autoritarismo e à vigilância. Raul Seixas transforma situações urbanas comuns em um retrato ácido da repressão, alertando para os riscos de uma sociedade onde pensar é um ato subversivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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