
Mata Virgem
Raul Seixas
Dualidade entre inocência e desejo em “Mata Virgem”
A música “Mata Virgem”, de Raul Seixas em parceria com Tânia Menna Barreto, explora a relação entre natureza e sexualidade de forma sutil e envolvente. As imagens de “pé de planta”, “manga rosa” e “mata virgem” criam uma dualidade marcante: ao mesmo tempo em que remetem à pureza e ao mistério de uma floresta intocada, também sugerem desejo e sensualidade, características de um relacionamento em amadurecimento. O verso “Você é mata virgem / Pela qual ninguém passou” exemplifica essa ambiguidade, podendo ser interpretado tanto como uma referência à inocência e ao ineditismo do amor quanto como uma insinuação sexual, alinhada ao estilo irônico e multifacetado de Raul Seixas.
O contexto de criação da música é importante: Raul compôs “Mata Virgem” durante um período de reclusão e recuperação na Bahia, o que se reflete no tom suave e contemplativo da canção. A participação de Tânia Menna Barreto, companheira e coautora, traz um aspecto pessoal e afetivo à letra, especialmente nos versos “Qual flor de uma estação / Botão fechado eu sou / Se amadurecendo / Pra se abrir pro meu amor”. Nessa passagem, a metáfora do botão de flor representa tanto o processo de autodescoberta quanto a entrega gradual ao outro, reforçando o clima de delicadeza e intimidade. Assim, a música utiliza elementos da natureza para expressar sentimentos humanos complexos, transitando entre o poético e o sensual de maneira acessível e direta.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Raul Seixas e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: