
Rua Augusta / O Bom
Raul Seixas
Rebeldia e identidade jovem em “Rua Augusta / O Bom”
Na versão de Raul Seixas para “Rua Augusta / O Bom”, há uma celebração clara da rebeldia e da autoconfiança dos jovens dos anos 1960, mas também uma crítica sutil à autoridade e à busca por identidade. O verso “Entrei na Rua Augusta a 120 por hora / Toquei a turma toda do passeio pra fora” mostra o espírito transgressor da juventude, que transformava a famosa rua de São Paulo em palco para desafiar normas sociais e policiais. Esse comportamento, inclusive, chegou a ser alvo de censura na época. As referências aos “3 pneus carecas” e ao carro sem freio ou luz reforçam a ideia de viver perigosamente, sem medo das consequências, algo que simbolizava contestação e desejo de liberdade.
Na segunda parte, ao incorporar “O Bom”, Raul destaca o jovem estiloso e seguro de si, com o carro vermelho, o cabelo na testa e a frase “sou o dono da festa”. Esses elementos eram símbolos da Jovem Guarda e do ideal de juventude daquele período, em que aparência e atitude eram essenciais para fazer parte do grupo dos mais populares, chamados de “Dez Mais”. A repetição de “Ele é o bom” reforça essa autovalorização, mas também ironiza o narcisismo e a necessidade de afirmação típicos da adolescência. Ao unir essas duas músicas, Raul Seixas homenageia o rock nacional e revive o clima de irreverência, camaradagem e busca por liberdade que marcou uma geração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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