
Capim Guiné
Raul Seixas
Crítica social e ironia em "Capim Guiné" de Raul Seixas
"Capim Guiné", de Raul Seixas, utiliza animais do sertão como símbolos para criticar figuras de poder e denunciar a exploração dos pequenos agricultores durante a ditadura militar. Quando Raul canta “Num planto capim-guiné pra boi abaná rabo”, ele deixa claro que não vai mais trabalhar duro apenas para beneficiar os poderosos, jogando na cara dos exploradores sua recusa em ser usado. O contexto da música ganha ainda mais força ao se inspirar na história real do pai de Wilson Aragão, que teve suas terras invadidas por grileiros, reforçando o tom de revolta e ironia presente na letra.
As metáforas são diretas e cheias de malícia: a “suçuarana” representa a polícia repressiva, sempre pronta para agir com violência; a “raposa” simboliza políticos e banqueiros oportunistas; o “pardal” é aquele que desaparece quando surgem problemas. Outros animais, como o sagüi e a sariguê, mostram que todos querem tirar proveito do trabalho alheio. O narrador, cansado, critica até o amigo que só observa, “com cara de viado que viu caxinguelê”, expressão bem-humorada para quem apenas assiste sem agir. No fim, a música é um protesto irônico e indignado contra a injustiça e a exploração, usando o sertão e seus bichos como cenário para uma crítica social afiada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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