
Mamãe Eu Não Queria
Raul Seixas
Crítica ao autoritarismo e tradição em “Mamãe Eu Não Queria”
Em “Mamãe Eu Não Queria”, Raul Seixas usa ironia e sarcasmo para abordar o conflito entre o desejo individual e as imposições sociais, especialmente o serviço militar obrigatório. Logo nos primeiros versos, Raul deixa claro o incômodo de ser forçado a seguir um caminho tradicional, como mostra em “Sei que é uma bela carreira / Mas não tenho a menor vocação / Se fosse tão bom assim mainha / Não seria imposição”. O uso da palavra “mainha” e o diálogo direto com a mãe aproximam a música do cotidiano dos jovens brasileiros, tornando a crítica mais acessível e realista.
O contexto histórico é essencial para entender a força da canção. Lançada durante a abertura política dos anos 1980, a música enfrentou censura, mostrando como a crítica ao militarismo ainda era delicada no Brasil pós-ditadura. Raul ironiza o sistema de privilégios ao cantar “Desculpe, vossa excelência / A falta de um pistolão”, criticando o apadrinhamento político. A participação de Kika Seixas como a voz da mãe reforça o embate de gerações, tornando o conflito mais vívido. Ao citar a cantiga “Marcha soldado, cabeça de papel”, Raul amplia sua crítica, questionando não só o serviço militar, mas toda forma de obediência cega e imposição autoritária.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Raul Seixas e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: