
Não Fosse o Cabral
Raul Seixas
Crítica social e ironia histórica em “Não Fosse o Cabral”
Em “Não Fosse o Cabral”, Raul Seixas usa a figura de Pedro Álvares Cabral de forma irônica para abordar problemas estruturais do Brasil, como desigualdade, ignorância e falta de cultura. Ao repetir versos como “Falta de cultura / Ninguém chega à sua altura / Oh Deus! / Não fosse o Cabral...”, Raul questiona até que ponto a colonização ainda serve como desculpa para os problemas atuais do país. O tom sarcástico sugere que culpar o passado pode ser uma forma de evitar assumir responsabilidades no presente.
A letra traz imagens marcantes e debochadas, como “Por fora é só filó / Dentro é mulambo só / E o Cristo já não güenta mais / Cheira fecaloma / E canta La Paloma / Deixa meu nariz em paz...”, para expor a hipocrisia social e a precariedade escondida sob aparências. Expressões como “Miséria é supérfluo / O resto é que tá certo” e “E dá-lhe ignorância / Em toda circunstância / Não tenho de que me orgulhar” reforçam a crítica à acomodação diante da mediocridade. No refrão final, “Falta de cultura / Prá cuspir na estrutura / E que culpa tem Cabral?...”, Raul ironiza a tendência de responsabilizar o passado sem buscar mudanças reais. O fato de a música ter enfrentado censura na época destaca o quanto sua crítica era vista como incômoda e subversiva, consolidando o caráter contestador da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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