
Pai Nosso da Terra
Raul Seixas
Autonomia e crítica religiosa em “Pai Nosso da Terra” de Raul Seixas
Em “Pai Nosso da Terra”, Raul Seixas faz uma inversão provocadora dos valores presentes na oração cristã tradicional, usando a letra para questionar a submissão religiosa e a moralidade imposta pelas instituições. Ao modificar versos como “Está em mim o vosso reino” e “Que seja minha a vossa vontade”, Raul destaca a importância da autonomia individual e da autossuficiência. Essa abordagem reflete a influência de Aleister Crowley e da Sociedade Alternativa, movimento que defendia a liberdade de agir conforme a própria vontade, um tema recorrente na obra do artista.
A música também desafia conceitos centrais do cristianismo, como o perdão e a compaixão. Em versos como “Não perdoai ao devedor / Nem livrai o fraco do mal”, Raul propõe uma visão de justiça baseada na retribuição e na valorização da força, em contraste com a misericórdia. O trecho “Com vosso poder habitai na alma dos fortes / Senhor da máfia, deus dos deuses!” ironiza a ideia de um deus benevolente, sugerindo uma divindade ligada ao poder e à lei do mais forte. Dessa forma, “Pai Nosso da Terra” se apresenta como um manifesto de autonomia, força e crítica à hipocrisia das instituições religiosas, reafirmando o interesse de Raul Seixas por temas esotéricos e sua postura provocadora diante das normas sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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