
Mestre Jonas
Sá, Rodrix & Guarabyra
Conformismo e liberdade em "Mestre Jonas" de Sá, Rodrix & Guarabyra
Em "Mestre Jonas", Sá, Rodrix & Guarabyra usam a história do personagem que escolhe viver dentro da baleia "por vontade própria" para criticar o conformismo e a busca por segurança em vez da liberdade. Lançada durante a ditadura militar brasileira nos anos 1970, a música ganha um significado ainda mais forte nesse contexto: a baleia simboliza um refúgio confortável, mas também uma prisão autoimposta. Jonas se isola do mundo e de seus conflitos, guardando "suas gravatas, seus ternos de linho" como sinais de uma vida formal, protegida, mas limitada.
A canção faz referência ao Jonas bíblico, que foi engolido por uma baleia e passou por um processo de transformação. No entanto, o Mestre Jonas da música parece resignado, dizendo estar "comprometido" e ter "assinado papel que vai mantê-lo preso na baleia até o fim da vida". Isso aponta para uma crítica àqueles que, diante das dificuldades externas — "quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora" —, preferem se fechar em bolhas de conforto e silêncio, evitando o enfrentamento e a busca por autenticidade. A atmosfera lúdica e irreverente da música, reforçada pela participação de Hermeto Pascoal, contrasta com o tema sério, tornando a crítica mais marcante e acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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