
Samba Enredo 1957 - Navio negreiro
G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro (RJ)
Memória e resistência em “Samba Enredo 1957 - Navio negreiro”
O samba-enredo “Samba Enredo 1957 - Navio negreiro”, do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro (RJ), presta homenagem ao poeta Castro Alves e ao seu famoso poema “O Navio Negreiro”. A escolha do tema demonstra o compromisso da escola em resgatar a memória da escravidão no Brasil, destacando tanto o sofrimento dos africanos escravizados quanto a luta pela liberdade. Ao citar Castro Alves como “altruísta e defensor tenaz da gente de cor”, a letra reconhece o papel fundamental do poeta na denúncia das atrocidades cometidas nos navios negreiros, conectando a tradição literária abolicionista à celebração popular do Carnaval.
A letra descreve de forma direta a experiência dos escravizados: “amontoados e acorrentados em cativeiro no porão da embarcação, com a alma em farrapo de tanto mau-trato, vinham para a escravidão”. Esse trecho reforça o tom respeitoso e reflexivo do samba, humanizando as vítimas do tráfico negreiro. Já o verso “Finalmente uma lei o tráfico aboliu, vieram outras leis, e a escravidão extinguiu, a liberdade surgiu como o poeta previu” faz referência ao processo de abolição, simbolizado no desfile pelo “Sol da Liberdade”. Assim, o samba relembra o passado doloroso e celebra a conquista da liberdade, alinhando-se à proposta do Salgueiro de valorizar a cultura e a história afro-brasileira no Carnaval carioca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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