Nepal
Som imaginário
O Nepal utópico e libertário em “Nepal” do Som imaginário
Em “Nepal”, do Som imaginário, a repetição do verso “No Nepal tudo é barato” vai além de falar sobre preços baixos. Nos anos 1970, "barato" era uma gíria para sensações de prazer, liberdade e euforia, muitas vezes ligada ao uso de drogas e ao clima psicodélico da época. Assim, a música transforma o Nepal em um símbolo de paraíso utópico, onde a vida é leve, não há preocupações materiais e todos podem experimentar esse "barato" coletivo. A canção faz uma sátira tanto ao sonho hippie quanto à lógica capitalista, brincando com a ideia de um lugar onde tudo é possível e acessível.
A letra também ironiza o sistema econômico tradicional ao descrever uma praça onde “quem precisa tira o que precisa e quem ganha bota lá de novo”, sugerindo uma sociedade sem desigualdade ou ganância. Elementos como a juventude que “cultiva flores de outras terras”, pinta o corpo e busca “as coisas certas” reforçam o clima de liberdade, diversidade e experimentação, marcas da contracultura. Ao convidar a “companheira amada” para fugir para o Nepal, a música propõe uma fuga bem-humorada e sonhadora da realidade opressora, usando o Nepal como metáfora para um estado de espírito libertário e prazeroso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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