
E Não Sobrou Ninguém (feat. Edgard Scandurra)
Vespas Mandarinas
Reflexão sobre omissão e empatia em “E Não Sobrou Ninguém”
“E Não Sobrou Ninguém (feat. Edgard Scandurra)”, da banda Vespas Mandarinas, aborda de forma direta o impacto devastador da indiferença diante da perseguição a grupos marginalizados. Inspirada no poema “No Caminho com Maiakóvski”, de Eduardo Alves da Costa, e na famosa reflexão de Martin Niemöller sobre a omissão diante das injustiças, a letra narra situações em que o eu lírico observa passivamente a retirada de diferentes grupos — negros, gays, desempregados, idosos, mulheres e crianças — sempre justificando sua apatia por não fazer parte desses grupos. Essa repetição reforça como a falta de solidariedade e empatia contribui para um ciclo de exclusão e violência social.
No final da música, o verso “chegou o dia em que finalmente vieram me levar” destaca a ironia trágica do individualismo: ao ignorar o sofrimento dos outros, o narrador acaba sozinho e sem apoio quando se torna a próxima vítima. O refrão “não sobrou ninguém” resume o resultado extremo da indiferença coletiva, alertando para o perigo de normalizar a perseguição e a intolerância. Ao trazer referências literárias e históricas para o universo musical, Vespas Mandarinas e Edgard Scandurra reforçam uma mensagem atual sobre responsabilidade social, mostrando que a omissão diante da injustiça pode ser autodestrutiva para toda a sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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