
O Último Trem
Wilson Paim
Tradição e saudade em “O Último Trem” de Wilson Paim
Em “O Último Trem”, Wilson Paim utiliza a imagem do trem para abordar a passagem do tempo e a perda das tradições do interior gaúcho diante da modernização. O verso “Sinto que estão secando as veias do meu país” expressa claramente a preocupação com o enfraquecimento da cultura local, especialmente no contexto nativista da música. A menção à cidade de Uruguaiana reforça o vínculo com as raízes do sul do Brasil, destacando a importância das referências regionais para a identidade cultural.
O trem, que antes simbolizava conexão e progresso, passa a representar saudade e abandono. A repetição do trecho “Quem manda este trem parar / Não sabe o que é o fim da linha” evidencia a crítica àqueles que, de fora, decidem pelo fim dessas tradições sem compreender o impacto real sobre quem vive essa realidade. O tom nostálgico da canção se intensifica ao tratar da solidão e da espera após a partida do último trem, simbolizando a ruptura dos laços familiares e comunitários, como no pedido de recado ao tio em Uruguaiana. Dessa forma, a música transforma a experiência individual de saudade em um lamento coletivo pela cultura e identidade ameaçadas pelo avanço do progresso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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