
Beira-Mar
Zé Ramalho
Travessia e renovação em "Beira-Mar" de Zé Ramalho
Em "Beira-Mar", Zé Ramalho utiliza o ritmo do "galope à beira-mar" para conectar a música à tradição do repente nordestino, mas também para reforçar o tema central de travessia e busca constante. O mar, mais do que um cenário, simboliza a fronteira entre o conhecido e o desconhecido, a vida e a morte, o sonho e a realidade. A inspiração no folheto de cordel "Apocalypse" traz uma atmosfera de luta e renovação espiritual, perceptível em versos como “Aurora que luta por um arrebol / Em cores vibrantes e ar soberano”, onde a aurora representa esperança e renascimento diante das dificuldades da vida.
A letra destaca a dualidade da experiência humana ao mostrar o oceano como um espaço de maravilhas e perigos: “há peixes milagrosos, insetos nocivos / paisagens abertas, desertos medonhos”. Essa alternância entre o belo e o ameaçador reflete a complexidade da existência, marcada pela luta constante pela sobrevivência, como em “há peixes que lutam para se salvar / daqueles que caçam em mar revoltoso”. O desejo de transcendência aparece em “No peixe de asas eu quero voar / Sair do oceano de tez poluída”, sugerindo a busca por liberdade e superação das limitações do mundo. Ao repetir “na beira do mar”, Zé Ramalho reforça a ideia de que é nesse espaço de passagem que a renovação e a cura se tornam possíveis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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