
Canção Agalopada
Zé Ramalho
Simbolismo e cultura popular em "Canção Agalopada" de Zé Ramalho
Em "Canção Agalopada", Zé Ramalho utiliza a repetição do número sete — como em "sete botas pisaram no telhado" e "sete facas de fio amolado" — para evocar o simbolismo bíblico de plenitude e perfeição. Esse recurso não é apenas estético, mas sugere uma busca por completude espiritual em meio ao caos e à transformação. O ritmo intenso da música, marcado pelo "martelo agalopado", forma tradicional da literatura de cordel nordestina, reforça a conexão com a cultura popular e cria uma atmosfera quase ritualística. A participação da soprano Maria Lúcia Godoy contribui para o clima místico e introspectivo da faixa.
A letra, adaptada de um poema do livro "Apocalipse" de Zé Ramalho, explora imagens de transição e revelação. Trechos como "Todo um céu começou a se abrir / Numa fenda de fogo que aparece" indicam um momento de ruptura e iluminação, em que o eu lírico assume o papel de profeta ou visionário. Ao dizer "Pode ser que ninguém me compreenda / Quando digo que sou visionário", o artista reconhece o isolamento de quem enxerga além do óbvio. A canção contrapõe a liberdade criativa e espiritual do "galope soberano" à rigidez das "leis" e à "loucura do mundo", funcionando como um manifesto de autonomia poética e existencial, onde a busca por sentido e transcendência supera as limitações da realidade convencional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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