
A Árvore
Zé Ramalho
A perspectiva simbólica da cruz em “A Árvore” de Zé Ramalho
Em “A Árvore”, Zé Ramalho adota uma abordagem original ao narrar a história da crucificação de Cristo pelo ponto de vista da própria árvore que se tornaria a cruz. Ao dar voz e consciência a esse elemento natural, a música transforma a árvore em uma testemunha silenciosa e involuntária de um dos momentos mais marcantes do cristianismo. O verso “Nunca se soube ao certo da sua idade / Pois a sua duração não era contada em dias” destaca a existência quase eterna da árvore, sugerindo um papel predestinado e sagrado em sua trajetória.
A letra utiliza a árvore como metáfora para discutir temas como predestinação, sacrifício e transformação. A árvore, que “escondia sempre o medo das pancadas surdas / De penetrantes objetos e bem reluzentes”, sente a aproximação de seu fim e, mesmo assim, aceita seu destino. Quando é derrubada e transformada em cruz, “desfilou / Pelas ruas de Jerusalém até o monte / E o Cristo morreu cravado em seus braços”, a narrativa se conecta diretamente à simbologia cristã. Ao mesmo tempo, a música propõe uma reflexão sobre o ciclo da vida, o sofrimento e a transcendência, mostrando como seres e coisas, mesmo sem escolha, podem ser parte de grandes transformações históricas e espirituais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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