
Mote das Amplidões
Zé Ramalho
Viagem poética e dualidades em “Mote das Amplidões”
Em “Mote das Amplidões”, Zé Ramalho utiliza a imagem do cavalo Pégaso logo no início da música para expressar o desejo de ultrapassar os limites do cotidiano. Ao recorrer à mitologia grega, o artista simboliza liberdade criativa e inspiração, mostrando que a canção é uma jornada imaginativa. O narrador busca ir além do que "lhe convém", explorando territórios desconhecidos tanto no pensamento quanto na experiência de vida. O verso “Nada digo e tudo faço / Viajo nas amplidões” resume essa postura de agir em silêncio e contemplar, sugerindo que o sentido da vida está mais nas experiências e sensações do que nas palavras.
A letra destaca contrastes marcantes, como “há beijos que são macios, há bocas e palavrões” e “há facas e cinturões, há dor e muito cansaço”, refletindo sobre as dualidades da existência humana. Esses opostos mostram que a vida é feita de suavidade e agressividade, prazer e sofrimento, poder e vulnerabilidade. Elementos da cultura nordestina, como o “cangaço” e referências à natureza, conectam a viagem poética ao contexto brasileiro. Ao mesmo tempo, imagens como “planetas e hemisférios” ampliam a reflexão para o universal. Assim, “Mote das Amplidões” se apresenta como uma meditação sobre a complexidade da vida, onde o narrador busca sentido em meio às contradições do mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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