
Xote dos Poetas
Zé Ramalho
Poesia e resistência em “Xote dos Poetas” de Zé Ramalho
Em “Xote dos Poetas”, Zé Ramalho reúne nomes como Pablo Neruda, Vinicius de Moraes, Paul Éluard e Castro Alves para mostrar que a poesia é uma ferramenta de resistência e transformação social. A escolha desses poetas, de diferentes épocas e países, reforça a ideia de que a palavra escrita pode atravessar fronteiras e unir lutas por liberdade. O verso “escrevendo num imenso muro, la palabra libertad” (escrevendo em um imenso muro, a palavra liberdade) faz referência direta ao engajamento político de Neruda e transforma a expressão em espanhol em um grito universal, repetido ao longo da música como símbolo de esperança e resistência.
A letra também valoriza a cultura nordestina ao citar ritmos como maracatu e frevo, além de figuras como Patativa do Assaré e Zé Limeira, mostrando que a busca por liberdade é tanto regional quanto global. Ao mencionar poetas como Gregório de Matos, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, Zé Ramalho homenageia aqueles que desafiaram a opressão em seus contextos. O trecho “um prato de feijão, decifrava o analfabeto / a escrita de Mallarmé” sugere que o acesso à educação e à cultura é fundamental para a liberdade, tornando a palavra acessível a todos. A mistura de referências populares e eruditas, além do uso de diferentes idiomas, reforça a ideia de uma liberdade plural, celebrada em um xote que transforma a resistência em festa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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