
Brejo do Cruz
Zé Ramalho
Retrato do sertão e identidade em "Brejo do Cruz"
Em "Brejo do Cruz", Zé Ramalho faz um retrato sensível de sua cidade natal e do sertão nordestino, destacando a criatividade e a resistência de seu povo. O verso “juventude avançada usa roupa costurada a cipó” mostra como os moradores enfrentam as dificuldades com inventividade, transformando a escassez em soluções práticas. Já a expressão “eldorado soterrado na poeira nessa aldeia de sol” sugere que, por trás da simplicidade do lugar, existem riquezas culturais e históricas pouco reconhecidas, valorizando o potencial oculto da região.
A canção tem um tom nostálgico e carinhoso, evidenciado em versos como “concebido, esquecido, terra cheia de luz”, que reforçam o orgulho de Zé Ramalho por suas origens. Elementos típicos do sertão, como o “candeeiro costumeiro”, aparecem para ilustrar o cotidiano simples, mas cheio de significado. Ao mencionar “meu tataravô, foi homem da caverna”, o artista destaca a ligação profunda com as raízes e a longa história de adaptação do povo local. O verso final, “vejo o brejo, velho credo, costurando botão”, simboliza a continuidade entre passado e presente, mostrando que, apesar das mudanças, a essência e a força da comunidade permanecem vivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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