
Frevoador
Zé Ramalho
Viagem surreal e crítica social em “Frevoador” de Zé Ramalho
Em “Frevoador”, Zé Ramalho faz uma adaptação inusitada de “Hurricane”, de Bob Dylan, trocando o tom de denúncia social da original por uma abordagem surrealista e irônica. O título já indica essa mistura: “Frevoador” une a ideia de um tapete voador com o frevo, ritmo nordestino, sugerindo uma viagem tanto física quanto cultural e imaginativa. Essa escolha mostra o desejo de Zé Ramalho de criar uma obra que dialoga com o cotidiano brasileiro, mas sem perder o tom de humor e fantasia.
A letra traz elementos de deslocamento e fuga, como em “Isso é viagem para um lotação / E nessa trip eu não entro não / Eu vou na challenger / Ou num cometa se for”, onde o narrador rejeita o transporte coletivo comum e prefere meios grandiosos ou até impossíveis, como a nave Challenger ou um cometa. Essa recusa do ordinário em favor do extraordinário reforça o tom irônico da música. Outras imagens, como “rameira cheia de bandeiras e beiras” e “garras dos gaviões”, evocam personagens marginais e perigos do cotidiano, enquanto “sonho gigante de machucada / fala calada da solidão” aponta para uma busca de sentido em meio à dor e ao isolamento. Assim, “Frevoador” se destaca por misturar crítica social, humor e fantasia, refletindo o estilo único de Zé Ramalho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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