
Profetas
Zé Ramalho
Crise de valores e ironia em "Profetas" de Zé Ramalho
Em "Profetas", Zé Ramalho faz uma releitura do papel do profeta ao se colocar como herdeiro de figuras bíblicas como Elias, Jeremias e Isaías. No entanto, a música rapidamente rompe com a ideia tradicional de sabedoria e visão, apresentando um cenário de colapso moral e ambiental. Imagens como "ventre da terra à mostra", "céu sem sol, chuva de bosta" e "mentira igual verdade" ilustram um mundo em crise, onde a verdade se mistura com a mentira e a ordem social parece ruir. O contexto da música, reforçado por sua presença na trilha sonora de "O Fim do Mundo", sugere que essas imagens são metáforas para problemas reais e existenciais enfrentados pela sociedade.
A letra também faz uma crítica irônica ao valor da profecia nos dias atuais. Ao dizer "profeta inteligente que enxergasse mesmo à frente jogava feito um demente na loteria e no bicho", Aldir Blanc e Tavito, autores da canção, questionam a utilidade prática do dom profético em um mundo que não dá importância aos avisos ou à sabedoria. A ideia é que, se alguém realmente pudesse prever o futuro, usaria esse poder para fins banais, como jogos de azar. Esse tom de sarcasmo reforça o desencanto do narrador, que se vê impotente diante do caos, com sua "fama" desaparecendo "num cometa, sem arcanjo e sem trombeta". Assim, "Profetas" propõe uma reflexão sobre a perda de sentido das antigas certezas e a dificuldade de distinguir o real do ilusório em tempos de crise.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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