
Canção da Despedida
Zé Ramalho
Resistência e esperança em "Canção da Despedida" de Zé Ramalho
"Canção da Despedida", de Zé Ramalho, vai além de um simples adeus amoroso e carrega um forte contexto histórico e político. Escrita durante a repressão da ditadura militar, a música reflete o sentimento de exílio forçado vivido por artistas como Geraldo Vandré e Geraldo Azevedo, que precisaram fugir do país após o AI-5. O trecho “Eu quis ficar aqui / Mas não podia / O meu caminho a ti / Não conduzia” deixa claro que a separação não acontece por escolha, mas por imposição de uma realidade opressora, remetendo diretamente à perseguição política da época.
A imagem do “rei mal coroado” que “não queria / O amor em seu reinado / Pois sabia, não ia ser amado” faz referência ao regime autoritário, que, mesmo no poder, não conquistava o apoio do povo. Já o verso “rei velho e cansado / já morria / Perdido em seu reinado / Sem Maria” sugere o fim solitário e sem legitimidade desse regime. Por fim, a repetição de “Amor, não chora / Se eu volto é pra ficar” mistura consolo e esperança, mostrando que, apesar da separação forçada, existe a promessa de retorno e a permanência do sentimento, seja ele amoroso ou de luta por liberdade. Assim, a canção se transforma em um símbolo de resistência, saudade e esperança em tempos difíceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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