
Beira Mar - Capítulo 2
Zé Ramalho
O mar como força mítica em "Beira Mar - Capítulo 2"
Em "Beira Mar - Capítulo 2", Zé Ramalho utiliza a estrutura do "galope à beira-mar" para homenagear a tradição poética nordestina e, ao mesmo tempo, criar um ritmo que remete ao movimento constante do mar, tema central da música. O mar é apresentado como um "bravo gigante que nunca adormece", sendo personificado e elevado a uma entidade autônoma, governada apenas por Netuno, o deus romano dos mares. Essa referência a Netuno reforça a ideia de que o oceano está além do controle humano, sujeito apenas a forças superiores e misteriosas, o que reflete o respeito e o fascínio das culturas tradicionais pelo mar.
A letra aborda a relação entre o ser humano e a natureza de forma contemplativa, destacando que o mar guarda "mistérios e grandes segredos" e representa uma ordem e grandeza inalcançáveis para a humanidade. Quando Zé Ramalho afirma: "a ordem supera as humanas / No céu e na terra e por dentro do mar", ele sugere que existe uma harmonia e um poder natural que vão além da compreensão ou domínio do homem. Imagens como "a lua de prata começa a brilhar / Jogando reflexos dourados no ar" reforçam o tom reflexivo, convidando o ouvinte a admirar a beleza e o mistério do oceano, reconhecendo a própria pequenez diante da natureza. A canção se destaca dentro da trilogia "Beira-Mar" por aprofundar o diálogo entre cultura popular, mitologia e a busca humana por sentido diante do desconhecido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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