
Cavalos do Cão
Zé Ramalho
Conflitos e resistência no sertão em “Cavalos do Cão”
Em “Cavalos do Cão”, Zé Ramalho retrata o clima de tensão e violência que marcou o sertão nordestino nos anos 1930. A expressão “cavalos do cão” faz referência ao diabo, figura popularmente associada ao mal, e simboliza tanto os cangaceiros quanto as volantes, as forças policiais da época. Ambos eram vistos como agentes de medo e destruição, dependendo da perspectiva de quem vivia naquele contexto. A letra destaca a rivalidade entre coronéis, beatos e cangaceiros, grupos que disputavam poder, território e sobrevivência em uma região marcada pela escassez e pela lei do mais forte.
O trecho “E correr da volante no meio da noite/no meio da caatinga que quer me pegar” mostra a constante sensação de perseguição e perigo enfrentada por quem desafiava o poder, especialmente os cangaceiros. Além do conflito físico, a música aborda o impacto psicológico dessa realidade, como a “memória da vingança” e o “desejo de menino”, que misturam sentimentos de justiça, revanche e busca por identidade. Assim, Zé Ramalho utiliza metáforas para ilustrar a dureza do sertão e a resistência de seu povo, mostrando que a sobrevivência dependia da coragem e da astúcia diante das forças opressoras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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