
Disparada
Zé Ramalho
Liberdade e resistência social em “Disparada” de Zé Ramalho
“Disparada”, interpretada por Zé Ramalho, retrata o despertar de consciência de alguém que, antes submisso como “boi na boiada”, decide assumir o controle da própria vida. O verso “Na boiada já fui boi, mas um dia me montei” marca essa transformação: o narrador deixa de ser conduzido e passa a conduzir, simbolizando a busca por autonomia e liberdade. Essa metáfora central ganha ainda mais força quando se considera o contexto histórico do lançamento da música, em 1966, durante a ditadura militar no Brasil. Nesse cenário de repressão, a canção se torna uma crítica social, representando todos que desejam romper com estruturas opressoras e encontrar sua própria voz.
Outro trecho marcante, “porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente”, denuncia a desumanização e a exploração. A letra sugere que o controle imposto ao gado não pode ser aplicado às pessoas sem consequências éticas e morais. Ao afirmar que prefere “pegar minha viola, cantar noutro lugar”, o narrador reafirma sua escolha pela liberdade e dignidade, recusando-se a se submeter a ordens injustas. A interpretação de Zé Ramalho, em parceria com outros artistas nordestinos, reforça o caráter coletivo dessa luta por identidade e justiça, tornando “Disparada” um símbolo atemporal de resistência e consciência social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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