
O Meu País
Zé Ramalho
Crítica social e ironia em “O Meu País” de Zé Ramalho
Em “O Meu País”, Zé Ramalho utiliza o refrão “Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas fico calado, faz de conta que sou mudo” para criticar a passividade da sociedade diante das injustiças e desigualdades no Brasil. Ao interpretar a música composta por Livardo Alves, Orlando Tejo e Gilvan Chaves, Ramalho reforça o tom de indignação e sarcasmo, destacando a necessidade de romper o silêncio diante dos problemas nacionais. O refrão recorrente evidencia o incômodo com quem observa as mazelas, mas escolhe não agir, tema que o artista considerou central ao incluir a canção no álbum “Nação Nordestina”.
A letra faz um inventário direto das falhas do país: violência contra crianças, negros e mulheres, corrupção, analfabetismo, miséria, discriminação dos povos indígenas e descaso com educação e saúde. O verso “Pode ser o país de quem quiser, mas não é, com certeza, o meu país” usa a negação para expressar o desejo de um Brasil mais justo. Já “Aprendeu a falar pornofonês, aderindo à global vulgaridade” critica a perda de identidade cultural e a influência negativa da globalização, enquanto “dividem o Brasil em mil Brasis pra melhor assaltar de ponta a ponta” denuncia a fragmentação social e política causada por interesses próprios. O contexto do álbum e as declarações de Zé Ramalho reforçam que a música é um chamado à reflexão e à ação: enxergar os problemas sem agir é perpetuar o ciclo de injustiças, e a mudança exige romper o silêncio.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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