
Admirável Gado Novo
Zé Ramalho
Crítica social e alienação em “Admirável Gado Novo”
Em “Admirável Gado Novo”, Zé Ramalho faz uma crítica direta à alienação e ao conformismo do povo brasileiro, especialmente durante o período da ditadura militar. O refrão “Ê, ô, ô, vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz” usa ironia para mostrar que a aparente felicidade do povo é, na verdade, resultado da resignação diante das dificuldades e da falta de liberdade. O título da música faz referência ao livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, reforçando a ideia de uma sociedade controlada, onde as pessoas são tratadas como rebanho, marcadas e conduzidas sem questionar, o que dialoga com o contexto de repressão e censura da época.
A letra traz metáforas como “massa que passa nos projetos do futuro” e “toda essa engrenagem já sente a ferrugem lhe comer” para ilustrar o desgaste e a exploração do povo por um sistema que não oferece retorno justo. O verso “O povo foge da ignorância, apesar de viver tão perto dela” destaca a busca por conhecimento e mudança, mesmo em meio à manipulação e à falta de acesso à informação. Ao citar “a arca de Noé, o dirigível / não voam, nem se pode flutuar”, Zé Ramalho sugere que as esperanças de salvação ou fuga são ilusórias, reforçando o sentimento de estagnação social. Assim, a música segue atual ao denunciar a passividade e a manipulação das massas, convidando à reflexão sobre o papel de cada um na sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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