
Banquete dos Signos
Zé Ramalho
Cultura nordestina e resistência em “Banquete dos Signos”
“Banquete dos Signos”, de Zé Ramalho, destaca-se por unir o universo do cangaço com imagens de fertilidade e sensualidade, criando um retrato complexo do sertão nordestino. Ao citar “discutir o cangaço com liberdade / é saber da viola, da violência”, o artista evidencia a dualidade da região: de um lado, a tradição musical e, de outro, a história marcada por conflitos como o cangaço, movimento de banditismo social típico do Nordeste. Essa escolha reforça a importância de compreender o passado para valorizar a identidade local e cultural.
A letra faz uso de metáforas ligadas à natureza e à vida rural, como “bagaço dos engenhos” e “melaço da cana”, que remetem à produção de açúcar, atividade central na economia nordestina. Esses elementos simbolizam tanto o prazer quanto a doçura extraída da vida, mesmo diante das dificuldades. A referência à “saracura do brejo na novena” mistura o sagrado (novena) com o cotidiano do sertão (a saracura, ave típica), mostrando a forte ligação entre religiosidade popular e o ambiente natural. Ao repetir “descobrir a beleza dessa mulher / descobrir o que der boniteza / na peleja do homem que vier”, Zé Ramalho exalta a força feminina e a luta diária do povo nordestino, celebrando a resistência e a capacidade de encontrar beleza mesmo nas adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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