
Vila do Sossego
Zé Ramalho
Refúgio e inquietação em “Vila do Sossego” de Zé Ramalho
Em “Vila do Sossego”, Zé Ramalho transforma a casa onde viveu em um símbolo de refúgio, criatividade e encontro, mas também de inquietação e busca por liberdade. Logo no início, a menção a “Papillon” — referência ao famoso prisioneiro francês que lutou por sua liberdade — revela o desejo do artista de superar adversidades e conquistar autonomia, conectando sua experiência pessoal à ideia de resistência diante das dificuldades.
A letra mistura metáforas biológicas, religiosas e culturais para explorar temas como sofrimento, fé e conflitos internos. O verso “meu treponema não é pálido nem viscoso” faz alusão à bactéria da sífilis, mas aqui serve para afirmar saúde e integridade, rejeitando a ideia de corrupção. A citação a “Padre Ciço” traz à tona a fé popular nordestina, sugerindo a busca por proteção espiritual em meio ao caos, representado pela expressão “rebuliço no cortiço”, que pode indicar tanto desordem social quanto agitação interna. Ao longo da música, Zé Ramalho aborda medo, desejo, compromisso e ruptura, sempre com um tom reflexivo e irônico, tornando “Vila do Sossego” um retrato complexo das inquietações e esperanças do artista e de seu tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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