
Kryptônia
Zé Ramalho
Poder e vulnerabilidade em "Kryptônia" de Zé Ramalho
Em "Kryptônia", Zé Ramalho assume a voz de uma figura que se apresenta como "Satanás" e exige respeito e dinheiro, como no verso “Me deves respeito, pelo menos dinheiro”. Essa escolha subverte a imagem tradicional do vilão e faz uma crítica à autoridade e à hipocrisia social. Ao se autodenominar “o seu décimo-sexto pai” e “primogênito do teu avô”, o narrador se coloca como uma presença ancestral e dominante, ironizando as ideias de hierarquia e origem.
A música faz referência direta a Krypton, planeta do Superman, e à kryptonita, elemento que enfraquece até o mais poderoso. Isso introduz o tema da vulnerabilidade universal. O trecho “Esse é o cometa fulgurante que espatifou um asteróide pequeno que todos chamam de Terra” usa uma metáfora para mostrar a fragilidade da existência humana diante das forças do universo, questionando a real importância da humanidade. O olhar que “desce de Kryptônia” pode ser visto como um julgamento externo, quase alienígena, sobre a condição humana, reforçado por relatos do próprio Zé Ramalho sobre experiências com seres de outras espécies através da música.
O silêncio que “habitou-se no meio” sugere um vazio existencial ou a dificuldade de comunicação diante do desconhecido. Já os “quatro elos” que prendem a mão remetem a limitações sociais, espirituais ou existenciais. Assim, "Kryptônia" mistura referências culturais e filosóficas para provocar reflexão sobre poder, insignificância e mistério.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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