
O Autor da Natureza
Zé Ramalho
A visão de Zé Ramalho sobre a natureza em “O Autor da Natureza”
Em “O Autor da Natureza”, Zé Ramalho destaca a perfeição e o mistério presentes em todos os elementos do mundo natural, incluindo aqueles que costumam ser alvo de tabus sociais. A música surpreende ao mencionar a maconha de forma direta, tratando-a como parte legítima e "santa" da criação. Esse trecho — “Tem um verso que fala da maconha / Que é uma erva que dá no meio do mato / Se fumada provoca o tal barato... Pois a coisa é da santa natureza” — reforça a ideia de que tudo o que existe na natureza, até mesmo plantas psicoativas, tem um propósito e merece respeito.
Ao longo da letra, Zé Ramalho, interpretando a composição de Zé Vicente da Paraíba, Passarinho do Norte e Bráulio Tavares, utiliza exemplos concretos para mostrar a engenhosidade da natureza. Ele cita o touro raivoso, a pulga que domina o leão, o beija-flor que constrói o ninho na urtiga e a abelha que produz mel sem tecnologia humana. Essas imagens reforçam a visão de que a natureza é "poderosa e suprema", capaz de soluções que fogem à lógica humana. Ao incluir a maconha nesse contexto, a música questiona preconceitos e amplia o debate sobre o que é natural e legítimo, mantendo a tradição de Zé Ramalho de unir cultura popular, filosofia e crítica social em suas interpretações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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