
Trilha de Sumé
Zé Ramalho
Misticismo e ciência em "Trilha de Sumé" de Zé Ramalho
Em "Trilha de Sumé", Zé Ramalho faz uma ponte entre o universo cósmico e a cultura nordestina, logo nos primeiros versos ao citar os planetas do sistema solar. Essa escolha não é comum em músicas regionais e serve para ampliar o cenário da canção, que também traz referências a lendas indígenas e sítios arqueológicos, como a Pedra do Ingá. Termos como "viajante lunar" e "raio laser" reforçam o tom psicodélico do álbum, misturando ciência, misticismo e folclore em uma narrativa que ultrapassa limites de tempo e espaço.
A figura de Sumé, ligada à Pedra do Ingá, aparece como um ser misterioso, quase extraterrestre, que "desceu no raio laser" e deixou marcas enigmáticas no solo da Paraíba. Essa imagem dialoga com relatos populares que descrevem Sumé como um mestre ou guia que trouxe conhecimento aos povos indígenas, mas aqui ganha um tom de ficção científica, sugerindo uma origem ou missão vinda do cosmos. Quando a letra pergunta: "Que mensagens, que caminhos, que traços estão nesse chão?", ela expressa o fascínio pelos enigmas das inscrições rupestres e pelos mistérios da existência. As dúvidas sobre as distâncias entre planetas aproximam o questionamento existencial do ouvinte à imensidão do universo. Assim, a música propõe uma reflexão sobre a busca por sentido, unindo o misticismo regional à curiosidade científica e à sensação de pertencimento a algo maior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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