
Tempo de Criança
Zeca Pagodinho
Memórias afetivas e infância em “Tempo de Criança”
“Tempo de Criança”, de Zeca Pagodinho, explora as lembranças afetivas da infância do artista em Irajá, no Rio de Janeiro. Logo no início, versos como “o cheiro, do cravo, da rosa, da moça formosa” mostram como sensações simples e imagens do cotidiano carregam saudade e afeto, indo além de pessoas específicas e alcançando experiências marcantes desse período. O trecho “Passarás, não passarás / Quem me deixará passar” faz referência a uma brincadeira tradicional, mas também simboliza a barreira entre o passado e o presente, ressaltando que só é possível revisitar a infância por meio da memória.
A música detalha brincadeiras como “bola de gude”, “teco parado”, “palmo contado”, “corte da linha no dedo”, “pipa voar”, “bola de meia” e “pelada na rua”, retratando a criatividade e a simplicidade das crianças dos bairros populares cariocas nas décadas de 1970 e 1980. Essas experiências são autobiográficas e refletem a valorização da alegria genuína desses momentos, em contraste com as responsabilidades da vida adulta. Ao lembrar o chamado da mãe – “Vem tomar seu banho pra poder jantar / O trabalho da escola ainda está por fazer / Tua professora vai te castigar” –, Zeca evoca não só nostalgia, mas também o sentimento de proteção e rotina familiar, compondo um retrato afetivo e universal da infância brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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