
Sapopemba e Maxambomba
Zeca Pagodinho
Memória e identidade em “Sapopemba e Maxambomba” de Zeca Pagodinho
Em “Sapopemba e Maxambomba”, Zeca Pagodinho transforma uma simples enumeração de bairros e cidades da Baixada Fluminense em um retrato afetivo sobre identidade e memória coletiva. A música vai além de listar nomes antigos e atuais, como Deodoro (antiga Sapopemba) e Nova Iguaçu (antiga Maxambomba), para mostrar como as mudanças toponímicas refletem transformações históricas, culturais e no sentimento de pertencimento dos moradores da região.
A letra resgata o passado ao citar expressões como “tempo do vintém” e “final do trem”, situando o ouvinte em uma época marcada por outras rotinas e valores. Ao mencionar figuras como Joãozinho da Goméia, importante babalorixá, e Amaral Peixoto, político influente, a canção conecta a geografia local às pessoas que ajudaram a construir a cultura da Baixada. O verso “Naquele tempo / Do velho Amaral Peixoto / Meu avô era garoto / E hoje já sou avô” destaca a passagem das gerações e o impacto dessas mudanças na identidade familiar e regional.
Apesar de reconhecer o progresso — “tá pra lá de levantada / Com o progresso que chegou” —, a música mantém um tom nostálgico e carinhoso com o passado. A interpretação de Zeca Pagodinho reforça esse clima de homenagem, tornando “Sapopemba e Maxambomba” um convite à valorização das raízes e da cultura popular carioca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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